4º ano EJA
4ª ATIVIDADE
4ª ATIVIDADE
Disciplina de
Sociologia
Seção 1 –
Unidade IV
O grito dos excluídos
Todos os anos, desde 1995, na semana de comemoração do Dia da
Pátria, junto com os desfiles dos militares das escolas e outras instituições,
ocorre também a chamada marcha do “Grito dos Excluídos”, em diversos lugares do
Brasil. Por acaso, você já ouviu falar, viu ou participou de alguma dessas
manifestações do “Grito dos Excluídos”? Sabe o que os participantes reivindicam?
Por que razão eles buscam dar visibilidade aos seus desejos e às aspirações coletivas?
Quais os ideais que animam as ações dessas pessoas?
Repare que, cotidianamente, ouvimos falar de exclusão social em
referência às pessoas que não têm acesso à educação, à saúde, à moradia, ao
transporte, ao lazer e aos demais serviços que conferem dignidade à nossa
condição de ser humano. Como visto em unidades anteriores, a cidadania plena é
uma luta que estabelecemos todos os dias para fazer valer os nossos direitos
políticos, civis e sociais.
Da invisibilidade social ao grito contra a exclusão
Em
nosso processo de socialização, aprendemos a ver como natural ou vontade de
Deus o que, na realidade, são exclusões criadas e mantidas pelos homens em
sociedade, pela lógica egoísta que, muitas vezes, governa as nossas ações
dentro do sistema capitalista. Assim, como dizia o poeta Bertold Brecht, nada
deveria parecer impossível de mudar. E, na realidade, não é impossível.
Pensando nesses termos é que os participantes do Grito dos Excluídos buscam sair da situação de invisibilidade. Desse modo, as reivindicações presentes na manifestação têm ligação com o sentimento e a vivência de exclusão dos grupos que estão ali presentes, lutando pela efetivação dos seus direitos. Então, há excluídos do acesso à terra, à educação, à moradia, à informação, aos direitos civis, entre outras tantas formas de direitos que existem e que são
importantes para o sentimento de
dignidade dos seres humanos.
Como
bem sabemos, as pessoas pensam diferentemente umas das outras e agem em função
de suas crenças e convicções. Assim, encontraremos os que não concordam com o
termo "exclusão". Há aqueles para quem o uso do termo é uma
armadilha, pois, ao usá-lo, indiretamente, nós estaríamos afirmando a ideia de
que realmente é possível haver uma inclusão. E nisso residiria o engano, pois o
sistema capitalista, marcado por contradições insuperáveis, não teria espaço
para que essa inclusão ocorresse de modo satisfatório para todos os trabalhadores.
O que você pensa sobre isso?
* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos
pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências
Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ

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