sexta-feira, 18 de março de 2016

Disciplina de Sociologia Seção 1 – Unidade IV


4º ano EJA

4ª ATIVIDADE

Disciplina de Sociologia

Seção 1 – Unidade IV

O grito dos excluídos




Todos os anos, desde 1995, na semana de comemoração do Dia da Pátria, junto com os desfiles dos militares das escolas e outras instituições, ocorre também a chamada marcha do “Grito dos Excluídos”, em diversos lugares do Brasil. Por acaso, você já ouviu falar, viu ou participou de alguma dessas manifestações do “Grito dos Excluídos”? Sabe o que os participantes reivindicam? Por que razão eles buscam dar visibilidade aos seus desejos e às aspirações coletivas? Quais os ideais que animam as ações dessas pessoas?

Repare que, cotidianamente, ouvimos falar de exclusão social em referência às pessoas que não têm acesso à educação, à saúde, à moradia, ao transporte, ao lazer e aos demais serviços que conferem dignidade à nossa condição de ser humano. Como visto em unidades anteriores, a cidadania plena é uma luta que estabelecemos todos os dias para fazer valer os nossos direitos políticos, civis e sociais.

Da invisibilidade social ao grito contra a exclusão

Em nosso processo de socialização, aprendemos a ver como natural ou vontade de Deus o que, na realidade, são exclusões criadas e mantidas pelos homens em sociedade, pela lógica egoísta que, muitas vezes, governa as nossas ações dentro do sistema capitalista. Assim, como dizia o poeta Bertold Brecht, nada deveria parecer impossível de mudar. E, na realidade, não é impossível.

Pensando nesses termos é que os participantes do Grito dos Excluídos buscam sair da situação de invisibilidade. Desse modo, as reivindicações presentes na manifestação têm ligação com o sentimento e a vivência de exclusão dos grupos que estão ali presentes, lutando pela efetivação dos seus direitos. Então, há excluídos do acesso à terra, à educação, à moradia, à informação, aos direitos civis, entre outras tantas formas de direitos que existem e que são
importantes para o sentimento de dignidade dos seres humanos.

Como bem sabemos, as pessoas pensam diferentemente umas das outras e agem em função de suas crenças e convicções. Assim, encontraremos os que não concordam com o termo "exclusão". Há aqueles para quem o uso do termo é uma armadilha, pois, ao usá-lo, indiretamente, nós estaríamos afirmando a ideia de que realmente é possível haver uma inclusão. E nisso residiria o engano, pois o sistema capitalista, marcado por contradições insuperáveis, não teria espaço para que essa inclusão ocorresse de modo satisfatório para todos os trabalhadores. O que você pensa sobre isso?

* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ

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