quinta-feira, 31 de março de 2016

Roteiro de Análise do Filme "Muito além do Cidadão Kane" - 3º ano do Ensino Médio

     Conforme estabelecido em nossa última aula, realizada terça-feira, 29/03, segue abaixo o roteiro de análise, que precisa ser levado em consideração no processo elaboração do trabalho de Sociologia, que vocês apresentarão no dia e hora agendados pela coordenação, na condição de atividade de recuperação final.


Filme "Muito além do cidadão Kane"


Roteiro para a análise do filme “Muito além do Cidadão Kane”

 Moldando nossas atitudes e comportamentos

Embora, ao longo de sua história, a mídia televisiva tenha nos parecido encantadora, estabelecendo uma relação falsa de intimidade conosco, enquanto telespectadores, ela é responsável por um processo de manipulação direto, fazendo com que milhões de pessoas, reproduzam seus valores simbólicos numa escala industrial, sem qualquer estímulo ou reflexão.
  • Dê exemplos de algumas situações (no mínimo cinco) em que a mídia televisiva influencia diretamente o nosso comportamento.
Personagens da mídia: exemplos a serem seguidos

A mídia, principalmente a televisiva, nos faz acreditar que os sonhos podem ser realizados desde que sigamos seus princípios, isto é, que sejamos realmente merecedores de suas “graças”. Nesse sentido nos apresenta o “artista de novela” ou o jogador de futebol como ideais de futuros que podemos alcançar, enquanto classe trabalhadora.
  • Por que, em sua opinião, a mídia reduz o futuro das pessoas que compõem a classe trabalhadora desta forma?
Interferindo na história do Brasil
  • O filme destaca com clareza três momentos simbólicos da interferência da Rede Globo na vida política brasileira. Quais são eles?
A Mídia e o momento político atual
  • A partir do filme e do debate que realizamos em sala de aula acerca do poder que a mídia apresenta em nossa sociedade, como você avalia o modo como ela se posiciona diante do atual momento político que vivenciamos?
  • Quais as principais razões para essa mesma mídia se posicionar desta forma?

Roteiro de Análise do Filme "Tempos Modernos" - 2º ano do Ensino Médio

     Conforme estabelecido em nossa última aula, realizada terça-feira, 29/03, segue abaixo o filme "Tempos Modernos" e o roteiro de análise, que precisa ser levado em consideração no processo elaboração do trabalho de Sociologia, que vocês apresentarão no dia e hora agendados pela coordenação, na condição de atividade de recuperação final.                                        
                                                         
Filme “Tempos Modernos”

Roteiro para análise do filme “Tempos Modernos”

Contextualização
  • Qual o contexto social e econômico relatado no filme?

Impactos da Revolução Industrial
  • Quais impactos provocados pela Revolução Industrial são possíveis de serem observados no filme?

 Situação social/ Diferenças sociais
  • Por que Chaplin insiste em voltar para cadeia?
  • O emprego de Chaplin na loja de departamentos mostra claramente as diferenças sociais. Como isso é mostrado e que outras situações do filme também abordam essa mesma temática?

Consumismo
  • De que forma o consumismo aparece no filme?

Organização do trabalho/ Condições de trabalho
  • Quem decide como o trabalho deve ser organizado?
  • Como é retratado pelo filme as condições de trabalho na fábrica?

Estabelecendo comparação entre o passado e o presente
  • Quais aspectos significativos mudaram e quais permanecem na estrutura econômica e social até os dias de hoje?
  •  Qual a principal mensagem deixada pelo filme em relação à categoria TRABALHO



quinta-feira, 24 de março de 2016

A importância da atitude de tomar às ruas em defesa da Democracia



     É do conhecimento de tod@s nós, que o Brasil vive um dos momentos políticos mais complexo de toda a sua história. Essa problemática tem repercutido em nossa vida todos os dias, a cada hora, minuto e segundo... fazendo, em muito momentos, nos sentirmos impotentes diante do caos que se formou em nosso país.
     No entanto, sabemos que enquanto cidadãos, temos o direito de nos posicionarmos e colocarmos em evidência o verdadeiro valor e o tamanho da força que existe dentro de cada um de nós.
Ao tomar como base essa afirmação, registre nos COMENTÁRIOS dessa postagem A SUA OPINIÃO a partir da seguinte pergunta: 

Por que é importante ir às ruas e lutar pela Democracia Brasileira?

Trabalho em grupo - Dia Internacional da Mulher


     
     

     Por ocasião das comemorações do Dia Internacional da Mulher, promovemos vários debates em sala de aula tendo como base as lutas feministas em favor da garantia da igualdade de direitos, enfatizando que a luta das mulheres não se resume a um único dia, porque é uma questão que deve permear o cotidiano das lutas sociais.
     Como forma de socializar o conhecimento construído acerca do estudo realizado, responda, a partir da 3a ATIVIDADE, baseada no texto "Por que 8 de março é o Dia Internacional da Mulher?", as questões relacionadas abaixo:

1 - Quando e onde foi celebrado o 1º Dia Internacional da Mulher e qual foi a principal razão da manifestação feminista realizada nessa mesma ocasião?

2- Entre as causas da luta feminista, as más condições de trabalho era destaque desde o final do século XIX. Cite, três situações  que exemplifiquem esse problema?

3 - Que fato histórico, ocorrido em Nova York, em 1911, marcou a trajetória das lutas feministas ao longo do século XIX. Por que este fato tornou-se tão significativo?

OBS.: Esta atividade deve ser realizada em trio, na sala de aula. Os que não puderem estar presentes, devem fazê-la individualmente e entregar até o dia 30/03/16.



Pesquisa sobre Fenômeno Social


     De acordo com as discussões e debates realizados em sala de aula, a partir da 2ª ATIVIDADE ,  que teve como base o texto "Vamos começar a entender a Sociologia", foi possível compreendermos que Fenômeno Social, é um dos principais objetos de estudo da Sociologia, pois é dele que é construída a vida em sociedade, formada pelo conjunto dos mais variados fenômenos. Assim, podemos concluir que as ações, as situações e os comportamentos, que são construídos ao longo do tempo, na sociedade, constituem-se em fenômenos sociais.
      A partir desta conclusão, PESQUISE UM FENÔMENO SOCIAL e elabore um pequeno texto abordando as principais causas e consequências desse fenômeno para a sociedade atual.

OBS.: Esta atividade foi solicitada em sala de aula e, conforme orientação dada, a pesquisa deve ser registrada no caderno.

Vamos começar a entender a Sociologia?


2ª ATIVIDADE


O que é Sociologia?

Comecemos do princípio. Em termos simples, a sociologia é a ciência que se debruça sobre a própria sociedade e todas as suas ramificações, componentes e integrantes. Ela se dedica a compreender as formas de interação que temos uns com os outros, nossas organizações e os fenômenos sociais observados na realidade dos indivíduos.
O olhar sociológico nos traz sempre uma nova perspectiva sobre situações que aparentemente são de natureza individual, mas que acabam por atingir uma gama muito maior de nossa realidade coletiva. Podemos tomar como exemplo o desemprego que, embora seja uma terrível tragédia na vida do indivíduo, ecoa em toda cadeia social, afetando nossa realidade econômica e acentuando a desigualdade social e, possivelmente, agravando outros problemas como a violência, a fome e a precarização da educação.
A Sociologia é uma Ciência?

A sociologia é, para todos os fins, uma ciência. Está intimamente ligada ao método científico, embora se divirja em certos pontos, e se propõe a compreender processos e fenômenos, direta ou indiretamente, observáveis. Muito embora não seja possível colocar uma sociedade ou uma interação social sob a lente de um microscópio, é possível que se aborde partes específicas de nossa realidade para que possamos observá-la e, a partir dessas observações, tentar traçar explicações, teorias e conclusões sobre esses “objetos” que também são concretos em sua própria forma.
De onde surgiu a Sociologia

Como matéria única, a sociologia é relativamente “nova”. Ela se inicia como ideia em meados do século XIX, com o filosofo francês Augusto Comte, que propunha uma nova área de estudo que reunisse as principais áreas do conhecimento das ciências humanas em uma única, que se proporia a compreender todos os aspectos do homem social e os fenômenos que se manifestariam nas diversas realidades sociais.
Para tanto, essa nova área de conhecimento, de acordo com Comte, deveria se propor a ser universal e aplicável a toda e qualquer sociedade que exista ou venha a existir. Com esse objetivo, Comte volta-se para a forma de observação das demais ciências anteriores à nova Sociologia, argumentando que os estudos dessa nova matéria deveriam se pautar em fenômenos observáveis e mensuráveis pra que fosse possível apreender as regras gerais que regem o mundo social do indivíduo. Essa perspectiva é chamada de “positivismo” e é a forma dominante de observação do mundo em meados da Revolução Industrial (séculos XIX - XX).

Qual a função da Sociologia em minha vida?

Essa é a principal questão para muitos. O olhar sociológico nos ajuda a encarar nossa realidade por ângulos que não estamos habituados a enxergar. Como seres humanos e indivíduos, estamos acostumados a levar em consideração apenas o que está em nosso contato direto. No entanto, nossa realidade não é apenas formada pelas nossas experiências particulares, nossa interação com os demais integrantes de nossa realidade e as interações que esses têm em sua realidade, tomam parte na construção de um todo muito maior e, por tanto, acabam por moldar nossas próprias realidades e as formas com que interagirmos com o mundo.
A sociologia está aí para nos fazer olhar mais longe, desanuviar nossa visão do mundo e nos fazer perceber que nossa realidade vai muito além do que imaginamos.

*Texto de autoria do Sociólogo Lucas Oliveira, extraído do Canal online UOL Educação.

Vamos começar a entender a Sociologia?


2ª ATIVIDADE


O que é Sociologia?

Comecemos do princípio. Em termos simples, a sociologia é a ciência que se debruça sobre a própria sociedade e todas as suas ramificações, componentes e integrantes. Ela se dedica a compreender as formas de interação que temos uns com os outros, nossas organizações e os fenômenos sociais observados na realidade dos indivíduos.
O olhar sociológico nos traz sempre uma nova perspectiva sobre situações que aparentemente são de natureza individual, mas que acabam por atingir uma gama muito maior de nossa realidade coletiva. Podemos tomar como exemplo o desemprego que, embora seja uma terrível tragédia na vida do indivíduo, ecoa em toda cadeia social, afetando nossa realidade econômica e acentuando a desigualdade social e, possivelmente, agravando outros problemas como a violência, a fome e a precarização da educação.
A Sociologia é uma Ciência?

A sociologia é, para todos os fins, uma ciência. Está intimamente ligada ao método científico, embora se divirja em certos pontos, e se propõe a compreender processos e fenômenos, direta ou indiretamente, observáveis. Muito embora não seja possível colocar uma sociedade ou uma interação social sob a lente de um microscópio, é possível que se aborde partes específicas de nossa realidade para que possamos observá-la e, a partir dessas observações, tentar traçar explicações, teorias e conclusões sobre esses “objetos” que também são concretos em sua própria forma.
De onde surgiu a Sociologia

Como matéria única, a sociologia é relativamente “nova”. Ela se inicia como ideia em meados do século XIX, com o filosofo francês Augusto Comte, que propunha uma nova área de estudo que reunisse as principais áreas do conhecimento das ciências humanas em uma única, que se proporia a compreender todos os aspectos do homem social e os fenômenos que se manifestariam nas diversas realidades sociais.
Para tanto, essa nova área de conhecimento, de acordo com Comte, deveria se propor a ser universal e aplicável a toda e qualquer sociedade que exista ou venha a existir. Com esse objetivo, Comte volta-se para a forma de observação das demais ciências anteriores à nova Sociologia, argumentando que os estudos dessa nova matéria deveriam se pautar em fenômenos observáveis e mensuráveis pra que fosse possível apreender as regras gerais que regem o mundo social do indivíduo. Essa perspectiva é chamada de “positivismo” e é a forma dominante de observação do mundo em meados da Revolução Industrial (séculos XIX - XX).

Qual a função da Sociologia em minha vida?

Essa é a principal questão para muitos. O olhar sociológico nos ajuda a encarar nossa realidade por ângulos que não estamos habituados a enxergar. Como seres humanos e indivíduos, estamos acostumados a levar em consideração apenas o que está em nosso contato direto. No entanto, nossa realidade não é apenas formada pelas nossas experiências particulares, nossa interação com os demais integrantes de nossa realidade e as interações que esses têm em sua realidade, tomam parte na construção de um todo muito maior e, por tanto, acabam por moldar nossas próprias realidades e as formas com que interagirmos com o mundo.
A sociologia está aí para nos fazer olhar mais longe, desanuviar nossa visão do mundo e nos fazer perceber que nossa realidade vai muito além do que imaginamos.

*Texto de autoria do Sociólogo Lucas Oliveira, extraído do Canal online UOL Educação.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Disciplina de Sociologia Seção 1 – Unidade IV


4º ano EJA

4ª ATIVIDADE

Disciplina de Sociologia

Seção 1 – Unidade IV

O grito dos excluídos




Todos os anos, desde 1995, na semana de comemoração do Dia da Pátria, junto com os desfiles dos militares das escolas e outras instituições, ocorre também a chamada marcha do “Grito dos Excluídos”, em diversos lugares do Brasil. Por acaso, você já ouviu falar, viu ou participou de alguma dessas manifestações do “Grito dos Excluídos”? Sabe o que os participantes reivindicam? Por que razão eles buscam dar visibilidade aos seus desejos e às aspirações coletivas? Quais os ideais que animam as ações dessas pessoas?

Repare que, cotidianamente, ouvimos falar de exclusão social em referência às pessoas que não têm acesso à educação, à saúde, à moradia, ao transporte, ao lazer e aos demais serviços que conferem dignidade à nossa condição de ser humano. Como visto em unidades anteriores, a cidadania plena é uma luta que estabelecemos todos os dias para fazer valer os nossos direitos políticos, civis e sociais.

Da invisibilidade social ao grito contra a exclusão

Em nosso processo de socialização, aprendemos a ver como natural ou vontade de Deus o que, na realidade, são exclusões criadas e mantidas pelos homens em sociedade, pela lógica egoísta que, muitas vezes, governa as nossas ações dentro do sistema capitalista. Assim, como dizia o poeta Bertold Brecht, nada deveria parecer impossível de mudar. E, na realidade, não é impossível.

Pensando nesses termos é que os participantes do Grito dos Excluídos buscam sair da situação de invisibilidade. Desse modo, as reivindicações presentes na manifestação têm ligação com o sentimento e a vivência de exclusão dos grupos que estão ali presentes, lutando pela efetivação dos seus direitos. Então, há excluídos do acesso à terra, à educação, à moradia, à informação, aos direitos civis, entre outras tantas formas de direitos que existem e que são
importantes para o sentimento de dignidade dos seres humanos.

Como bem sabemos, as pessoas pensam diferentemente umas das outras e agem em função de suas crenças e convicções. Assim, encontraremos os que não concordam com o termo "exclusão". Há aqueles para quem o uso do termo é uma armadilha, pois, ao usá-lo, indiretamente, nós estaríamos afirmando a ideia de que realmente é possível haver uma inclusão. E nisso residiria o engano, pois o sistema capitalista, marcado por contradições insuperáveis, não teria espaço para que essa inclusão ocorresse de modo satisfatório para todos os trabalhadores. O que você pensa sobre isso?

* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ

Disciplina de Sociologia Seção 1 – Unidade II

2º ano EJA

4ª ATIVIDADE

Disciplina de Sociologia

Seção 1 – Unidade II

Vivendo juntos: na interdependência

Nós, os seres humanos, dependemos uns dos outros.


Figura 1: Mãe e filho – O primeiro contato do bebê com o mundo social.

Ao nascer, o bebê é um ser frágil que desconhece o funcionamento do mundo e depende dos adultos para suprir as suas necessidades básicas. Com o tempo, aprendendo a linguagem de sua espécie com os outros seres humanos, a criança ganha certa independência e passa a realizar muitas atividades sozinha. Deste modo, na medida em que cresce e chega à vida adulta, espera-se que a dependência dela em relação aos outros vá diminuindo e, por outro lado, aumente a sua individualidade. Contudo, devemos nos lembrar de que, muito embora o nosso grau de autonomia possa aumentar com a passagem do tempo, a nossa dependência em relação aos outros, a sociedade, sempre existirá.
Então, quando falamos da interdependência em sociedade, estamos nos referindo a um conjunto de relações, papéis, valores, normas e expectativas que envolvem o indivíduo desde o seu nascimento, ou seja, o lugar que ele ocupará e as relações que estabelecerá na dinâmica da estrutura social. Afinal, não vivemos absolutamente sozinhos e, nem se quiséssemos, conseguiríamos.

“Vamos imaginar, como símbolo da sociedade, um grupo de bailarinos que execute uma dança de salão, como a française ou a quadrilha, ou uma dança de roda do interior. Os passos e mesuras, os gestos e movimentos feitos por cada bailarino são todos inteiramente combinados e sincronizados com os dos
demais bailarinos. Se qualquer dos indivíduos que dançam fosse considerado isoladamente, as funções de seus movimentos não poderiam ser entendidas.A maneira como o indivíduo se comporta nessa situação é determinada pelas relações dos bailarinos entre si. Dá-se algo semelhante com o comportamento dos indivíduos em geral. Quer se encontrem como amigos ou inimigos, pais ou filhos, marido e mulher ou fidalgo e servo rei e súditos diretor e empregados, o modo como os indivíduos se portam é determinado por suas relações passadas ou presentes com outras pessoas.” (NORBERT ELIAS, 1994, ps. 25-26).

Todos os dias, nós enfrentamos desafios que nos levam a perceber o quanto dependemos das outras pessoas na vida social. Por exemplo, quando entramos em uma nova escola, conseguimos o primeiro emprego, começamos a namorar, perdemos um ente querido, mudamos de casa e envelhecemos. Note que, muito embora possamos usar de nossa liberdade para fazer as escolhas que nos interessam, em alguma medida, sempre dependemos das outras pessoas para que as nossas escolhas sejam bem sucedidas.


Papéis sociais: quais são os nossos?

Como vimos anteriormente, desde que nascemos, somos levados por nossos familiares, conhecidos e desconhecidos a participar do universo da linguagem. Encontramos um mundo repleto de valores, normas, regras e costumes construídos pelas gerações anteriores. Essas gerações nutrem expectativas em relação a nós. Elas esperam que desempenhemos papéis nas mais diversas instituições que existem: família, escola, igreja, trabalho, entre outros. Assim, em nossa realidade, para onde quer que o indivíduo vá ou pense ir, estará sempre lidando com as ordens e orientações institucionais.

“O processo de formação de nosso self e de como nossos instintos podem ou não ser suprimidos costuma ser denominado socialização. Somos socializados – transformados em seres capazes de viver em sociedade – pela internalização das coerções sociais. Considera-se que estamos aptos para viver e agir em grupo quando adquirimos as competências para nos comportar de maneira aceitável e, então, somos considerados livres para assumir a responsabilidade de nossas ações. Quem são, porém, aquelas pessoas significativas com as quais interagimos e que, assim, nos socializam?” (BAUMAN, 2010).

Self - Palavra inglesa utilizada para se referir ao eu. No caso da Sociologia, o self é fruto de nossas relações com as outras pessoas.

Essas instituições sociais buscam controlar a conduta dos indivíduos, de modo que todos sigam os padrões estabelecidos pelas ideias dominantes dentro delas. Apanhemos como exemplo a instituição da família. Durante muito tempo, em nossa sociedade, onde predominou o modelo de família patriarcal, as relações de gênero estabeleciam que caberia ao homem o papel de ser o provedor e a mulher a de ser a cuidadora. Certo?

Ao longo do tempo, com a dinâmica da história, a nossa realidade social vem sendo marcada por transformações e permanências. Dentre as transformações vivenciadas, as que mais chamam a atenção dos estudiosos são as que dizem respeito aos novos papéis assumidos pela mulher. Basta olharmos a nossa volta. Hoje, veremos cada vez mais mulheres trabalhando, sendo chefes de família e participando da política. Contudo, dentre as permanências, podemos destacar que a conquista dessa liberdade não tem sido fácil, pois muitas mulheres que trabalham fora ainda se veem obrigadas a cuidarem sozinhas dos afazeres domésticos, ou seja, a realizarem uma dupla jornada de trabalho. Sem falar que, muito embora a mulher seja reconhecida como igual ao homem perante a lei, na prática, ainda recebem menores salários, ocupam menos cargo político e são moralmente mais oprimidas.

Assim, não se trata apenas de nascer no mundo – de se adaptar a um mundo já pronto e simplesmente naturalizá-lo –, mas também de nascer para o mundo, de explorar as suas infinitas possibilidades e recriá-lo constantemente. É nesse sentido que as novas gerações vão reproduzindo, mas também modificando, o que recebem das gerações anteriores. E isso se faz em meio a negociações, aprendizados, compartilhamentos e conflitos. Afinal, aprendemos muitas coisas com as pessoas mais velhas de nossas famílias e, em muitas coisas, também discordamos deles, pois tentamos fazer à nossa maneira. Não é mesmo?

Ao longo de nossas vidas estamos sempre no campo das instituições: a família, a escola, a igreja, o clube, o trabalho, o Estado, só para citar algumas. Se você observar melhor, todas essas instituições são formadas por relações sociais. Essas relações seguem um conjunto de regras. Por sua vez, de acordo com as regras, os participantes dessas relações esperam um dos outros determinados tipos de comportamento. No entanto, nem sempre as pessoas se comportarão de acordo com o que as outras esperam. Não é mesmo? Neste sentido, conforme propõe o sociólogo Peter Berger (2004) a instituição pode ser entendida como “um padrão de controle, ou seja, uma programação da conduta individual imposta pela sociedade". Pense nisso!

* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ

HORÁRIOS DAS AULAS


Escola Benedita de Castro Lima

SEGUNDA - FEIRA

19h às 19h50 - 2º ANO B (EJA)

19h50 às 20h40 - 1º ANO L (ENSINO MÉDIO)

20h40 às 21h30 - 1º ANO C (EJA)

21h30 às 22h20 - 4º ANO A (EJA)

QUARTA - FEIRA

19h às 19h50 - 1º ANO A (EJA)

19h50 às 20h40 - HORÁRIO VAGO

20h40 às 21h30 - 1º ANO B (EJA)

21h30 às 22h20 - 1º ANO K (ENSINO MÉDIO)

SEXTA - FEIRA

19h às 19h50 - 1º ANO E (EJA)

19h50 às 20h40 - 1º ANO D (EJA)

20h40 às 21h30 - 4º ANO B (EJA)

21h30 às 22h20 - 2º ANO A (EJA)


Escola Adeilza Maria Oliveira


QUARTA-FEIRA

16h20 às 17h10 - 2º ANO B (ENSINO MÉDIO)

17h10 às 18h00 - 2º ANO A (ENSINO MÉDIO)


Disciplina de Sociologia Seção 1 - Unidade I

1º ano EJA

4ª ATIVIDADE

Disciplina de Sociologia

Seção 1 – Unidade I

Conhecimento sociológico e senso comum

A Sociologia corresponde às três disciplinas das Ciências SociaisSociologia, Antropologia e Ciência Política.

Conheceremos algumas ferramentas das Ciências Sociais que podem contribuir para olharmos o mundo e o nosso cotidiano de forma mais crítica. Passearemos brevemente pelos autores considerados mais importantes nessa área. Iniciaremos nossa unidade abordando o tema conhecimento sociológico, para entender em que sentido ele se diferencia de outras formas de conhecimento.

Conhecer, segundo o dicionário Aurélio de língua portuguesa, é ter noção, conhecimento, informação e saber.



Figura 1: Temos como sinônimos de conhecimento os substantivos ideia, noção, informação, notícia, ciência, prática da vida, experiência, discernimento, critério, apreciação, consciência de si mesmo e acordo.

Estes são substantivos que nos são extremamente familiares, e nos remetem a habilidades que todos nós vamos desenvolvendo ao longo da vida. Mas, há muitas formas e maneiras de obter ou produzir conhecimento. O que será que diferencia o conhecimento sociológico de outras formas de conhecimento?

Chamamos de senso comum o conhecimento que resulta de opiniões geralmente aceitas de modo acrítico como verdades, comumente compartilhadas por indivíduos de uma determinada época, local ou grupo social. É uma forma de conhecimento baseada muitas vezes no pensamento mais imediato, resultante da experiência de vida cotidiana, que, por exemplo, associa os comportamentos dos indivíduos à natureza humana, ao invés de relacioná-los à cultura. Estes pensamentos muitas vezes nos são transmitidos a partir dos meios de comunicação de massa, uma vez que podem representar a expressão de muitas pessoas.

O senso comum é indispensável à continuidade das nossas vidas porque muito do que aprendemos para o dia a dia, chega até nós, desde a mais tenra infância, por meio de conhecimento transmitido a partir do senso comum.

Mas importantes sociólogos alertam: quando repetidos muitas vezes, os fatos tendem a se tornar familiares, e o que é familiar costuma ser considerado autoexplicativo, por vezes não apresentando problemas, por vezes não despertando muita curiosidade.

O conhecimento sociológico por sua vez, visa refletir criticamente sobre os fatos, fenômenos e acontecimentos sociais, a partir de ferramentas próprias da Sociologia, na tentativa de extrapolar os sentidos do senso comum. Muitas vezes o conhecimento sociológico nos faz olhar por outros ângulos, nos deslocando daquilo que já conhecemos e nos lançando a caminhos que estão a ser descobertos. A Sociologia, ao contrário do senso comum, atina-se a um discurso responsável, utilizando os atributos da ciência para se distinguir de outras formas de conhecimento.

O saber sociológico pode oferecer algo que o senso comum, por mais rico que seja, não poderia dar. Mas qual seria a diferença entre um tipo de conhecimento e outro, então?

Para Bauman e May (2010), dois sociólogos contemporâneos, a Sociologia e o senso comum diferem quanto ao sentido que cada um atribui à vida humana em termos de como entendem e como explicam os eventos, circunstâncias, fatos, fenômenos e culturas. Pensar sociologicamente é dar sentido à vida através da análise das numerosas teias de interdependência humana. O objetivo maior da disciplina seria então a compreensão. Pensar sociologicamente pode nos tornar mais abertos em relação ao que é diferente ou ao que não conhecemos; pode nos ajudar a tentar estranhar o que é considerado natural. Quanto mais viável for essa aventura, mais flexíveis os indivíduos serão, e mais poder terão!

O nascimento da Sociologia

A Sociologia é uma disciplina que nasce no século XIX como resposta às grandes transformações socioeconômicas da Europa. Você deve ter visto em História que a desintegração da ordem feudal, o Renascimento e o Iluminismo, deram os contornos para a sociedade capitalista. Foram base para esses contornos as mudanças que o mundo viu a partir dos séculos XV e XVI e as novas configurações políticas, sociais, econômicas e culturais trazidas pelas Revoluções Industrial e Francesa no século XVIII. A Sociologia surge, portanto, num contexto de revoluções, e há diferentes correntes sociológicas para a compreensão desta nascente sociedade moderna.

São três os principais pensadores da Sociologia: Karl MarxMax Weber Émile Durkheim, que se tornaram os clássicos da disciplina, e são considerados seus fundadores. Esses pensadores estavam tentando entender o sentido das transformações sociais e dar conta da complexidade e atrocidades de um mundo industrializado, que produziu novas diferenças entre grupos sociais.

Cada um desses autores está ligado a uma corrente filosófica e a um contexto social específico. Estes intelectuais estabeleceram abordagens conhecidas até hoje por todos os que estudam Ciências Sociais. Suas ideias e obras se difundiram pelo mundo, inspirando muitas gerações de sociólogos em vários países. Por isso eles são considerados clássicos da disciplina.

Você pode fazer o exercício de pensar que muitos acontecimentos da vida social ainda podem ser analisados a partir das sugestões desses intelectuais.

As ferramentas dos sociólogos são os conceitos, as ideias e as noções. Eles visam sintetizar as representações mais gerais e abstratas do que queremos falar. É a partir deles que analisamos a realidade social.  Vejamos as principais ferramentas dos clássicos da Sociologia, para em seguida fazer um exercício que vai nos fazer refletir sobre senso comum e conhecimento sociológico.



Karl Marx (1818 – 1883) é um teórico clássico do pensamento sociológico que tem exercido grande influência na Sociologia e na política no mundo inteiro. Foi um autor muito preocupado com a opressão das forças econômicas da sociedade capitalista. Escreveu muitas obras, sendo a principal e a mais popular - O Capital, em que aborda o sistema capitalista. Este autor explica a história a partir da luta de classes, o conflito e o confronto entre duas classes sociais antagônicas na luta por seus interesses:a burguesia e o proletariado. No modo de produção capitalista, temos um antagonismo entre a burguesia, classe social que detém os meios de produção (fábricas, terras, capital), e o proletariado, classe social representada pelos trabalhadores, obrigados a vender sua força de trabalho. Em Marx, o papel do pensamento sociológico é a transformação da sociedade, que tende ao conflito de classes.




Max Weber (1864-1920)  Na Alemanha, Weber foi um autor bastante preocupado em definir métodos e ferramentas de trabalho para os sociólogos. Este autor também se preocupou em estudar o capitalismo, mas prestou especial atenção à cultura e aos significados da ação dos homens na criação desse capitalismo. Sua principal obra foi “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, na qual aborda as relações entre política, economia e crenças religiosas. Diferentemente da perspectiva de Durkheim, para ele, a sociedade se forma a partir do conjunto de ações dos indivíduos. Por isso, um dos conceitos fundamentais em sua obra é o de ação social: é o homem que determina o sentido de seus atosA tarefa da Sociologia é compreender o sentido que o ator social atribui à sua conduta. A ação torna-se social na medida em que cada indivíduo age levando em conta a reação dos outros indivíduos.




Émile Durkheim (1858 – 1917) é considerado um dos primeiros teóricos da Sociologia, instituindo-a como disciplina na França. Para este autor, a sociedade funcionava como um organismo exterior e superior aos indivíduos, manifestando-se a partir de um conjunto de crenças, tendências, leis, normas, regras e práticas do grupo tomadas coletivamente, que determinam a maneira de ser e agir dos indivíduos. Para ele a tarefa da Sociologia é a de organização da sociedade, a partir da descoberta das suas leis de funcionamento, através do estudo dos fatos sociais maneiras de agir, de pensar e de sentir gerais, exteriores ao indivíduo e que se impõe de forma coercitiva. Eles são fenômenos sociais que devem ser observados pelo cientista de forma objetiva.


* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ.

Disciplina de Sociologia Seção 1 – Unidade I


4ª ATIVIDADE

Disciplina de Sociologia

Seção 1 – Unidade I

Conhecimento sociológico e senso comum

A Sociologia corresponde às três disciplinas das Ciências Sociais: Sociologia, Antropologia e Ciência Política.

Conheceremos algumas ferramentas das Ciências Sociais que podem contribuir para olharmos o mundo e o nosso cotidiano de forma mais crítica. Passearemos brevemente pelos autores considerados mais importantes nessa área. Iniciaremos nossa unidade abordando o tema conhecimento sociológico, para entender em que sentido ele se diferencia de outras formas de conhecimento.

Conhecer, segundo o dicionário Aurélio de língua portuguesa, é ter noção, conhecimento, informação e saber.



Figura 1: Temos como sinônimos de conhecimento os substantivos ideia, noção, informação, notícia, ciência, prática da vida, experiência, discernimento, critério, apreciação, consciência de si mesmo e acordo.

Estes são substantivos que nos são extremamente familiares, e nos remetem a habilidades que todos nós vamos desenvolvendo ao longo da vida. Mas, há muitas formas e maneiras de obter ou produzir conhecimento. O que será que diferencia o conhecimento sociológico de outras formas de conhecimento?

Chamamos de senso comum o conhecimento que resulta de opiniões geralmente aceitas de modo acrítico como verdades, comumente compartilhadas por indivíduos de uma determinada época, local ou grupo social. É uma forma de conhecimento baseada muitas vezes no pensamento mais imediato, resultante da experiência de vida cotidiana, que, por exemplo, associa os comportamentos dos indivíduos à natureza humana, ao invés de relacioná-los à cultura. Estes pensamentos muitas vezes nos são transmitidos a partir dos meios de comunicação de massa, uma vez que podem representar a expressão de muitas pessoas.

O senso comum é indispensável à continuidade das nossas vidas porque muito do que aprendemos para o dia a dia, chega até nós, desde a mais tenra infância, por meio de conhecimento transmitido a partir do senso comum.

Mas importantes sociólogos alertam: quando repetidos muitas vezes, os fatos tendem a se tornar familiares, e o que é familiar costuma ser considerado autoexplicativo, por vezes não apresentando problemas, por vezes não despertando muita curiosidade.

O conhecimento sociológico por sua vez, visa refletir criticamente sobre os fatos, fenômenos e acontecimentos sociais, a partir de ferramentas próprias da Sociologia, na tentativa de extrapolar os sentidos do senso comum. Muitas vezes o conhecimento sociológico nos faz olhar por outros ângulos, nos deslocando daquilo que já conhecemos e nos lançando a caminhos que estão a ser descobertos. A Sociologia, ao contrário do senso comum, atina-se a um discurso responsável, utilizando os atributos da ciência para se distinguir de outras formas de conhecimento.

O saber sociológico pode oferecer algo que o senso comum, por mais rico que seja, não poderia dar. Mas qual seria a diferença entre um tipo de conhecimento e outro, então?

Para Bauman e May (2010), dois sociólogos contemporâneos, a Sociologia e o senso comum diferem quanto ao sentido que cada um atribui à vida humana em termos de como entendem e como explicam os eventos, circunstâncias, fatos, fenômenos e culturas. Pensar sociologicamente é dar sentido à vida através da análise das numerosas teias de interdependência humana. O objetivo maior da disciplina seria então a compreensão. Pensar sociologicamente pode nos tornar mais abertos em relação ao que é diferente ou ao que não conhecemos; pode nos ajudar a tentar estranhar o que é considerado natural. Quanto mais viável for essa aventura, mais flexíveis os indivíduos serão, e mais poder terão!

O nascimento da Sociologia

A Sociologia é uma disciplina que nasce no século XIX como resposta às grandes transformações socioeconômicas da Europa. Você deve ter visto em História que a desintegração da ordem feudal, o Renascimento e o Iluminismo, deram os contornos para a sociedade capitalista. Foram base para esses contornos as mudanças que o mundo viu a partir dos séculos XV e XVI e as novas configurações políticas, sociais, econômicas e culturais trazidas pelas Revoluções Industrial e Francesa no século XVIII. A Sociologia surge, portanto, num contexto de revoluções, e há diferentes correntes sociológicas para a compreensão desta nascente sociedade moderna.

São três os principais pensadores da Sociologia: Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim, que se tornaram os clássicos da disciplina, e são considerados seus fundadores. Esses pensadores estavam tentando entender o sentido das transformações sociais e dar conta da complexidade e atrocidades de um mundo industrializado, que produziu novas diferenças entre grupos sociais.

Cada um desses autores está ligado a uma corrente filosófica e a um contexto social específico. Estes intelectuais estabeleceram abordagens conhecidas até hoje por todos os que estudam Ciências Sociais. Suas ideias e obras se difundiram pelo mundo, inspirando muitas gerações de sociólogos em vários países. Por isso eles são considerados clássicos da disciplina.

Você pode fazer o exercício de pensar que muitos acontecimentos da vida social ainda podem ser analisados a partir das sugestões desses intelectuais.

As ferramentas dos sociólogos são os conceitos, as ideias e as noções. Eles visam sintetizar as representações mais gerais e abstratas do que queremos falar. É a partir deles que analisamos a realidade social.  Vejamos as principais ferramentas dos clássicos da Sociologia, para em seguida fazer um exercício que vai nos fazer refletir sobre senso comum e conhecimento sociológico.



Karl Marx (1818 – 1883) é um teórico clássico do pensamento sociológico que tem exercido grande influência na Sociologia e na política no mundo inteiro. Foi um autor muito preocupado com a opressão das forças econômicas da sociedade capitalista. Escreveu muitas obras, sendo a principal e a mais popular - O Capital, em que aborda o sistema capitalista. Este autor explica a história a partir da luta de classes, o conflito e o confronto entre duas classes sociais antagônicas na luta por seus interesses:- a burguesia e o proletariado. No modo de produção capitalista, temos um antagonismo entre a burguesia, classe social que detém os meios de produção (fábricas, terras, capital), e o proletariado, classe social representada pelos trabalhadores, obrigados a vender sua força de trabalho. Em Marx, o papel do pensamento sociológico é a transformação da sociedade, que tende ao conflito de classes.



Max Weber (1864-1920) Na Alemanha, Weber foi um autor bastante preocupado em definir métodos e ferramentas de trabalho para os sociólogos. Este autor também se preocupou em estudar o capitalismo, mas prestou especial atenção à cultura e aos significados da ação dos homens na criação desse capitalismo. Sua principal obra foi “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, na qual aborda as relações entre política, economia e crenças religiosas. Diferentemente da perspectiva de Durkheim, para ele, a sociedade se forma a partir do conjunto de ações dos indivíduos. Por isso, um dos conceitos fundamentais em sua obra é o de ação social: é o homem que determina o sentido de seus atosA tarefa da Sociologia é compreender o sentido que o ator social atribui à sua conduta. A ação torna-se social na medida em que cada indivíduo age levando em conta a reação dos outros indivíduos.



Émile Durkheim (1858 – 1917) é considerado um dos primeiros teóricos da Sociologia, instituindo-a como disciplina na França. Para este autor, a sociedade funcionava como um organismo exterior e superior aos indivíduos, manifestando-se a partir de um conjunto de crenças, tendências, leis, normas, regras e práticas do grupo tomadas coletivamente, que determinam a maneira de ser e agir dos indivíduos. Para ele a tarefa da Sociologia é a de organização da sociedade, a partir da descoberta das suas leis de funcionamento, através do estudo dos fatos sociais maneiras de agir, de pensar e de sentir gerais, exteriores ao indivíduo e que se impõe de forma coercitiva. Eles são fenômenos sociais que devem ser observados pelo cientista de forma objetiva.


* Este material é uma adaptação dos Módulos produzidos pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro intitulado “Ciências Humanas e suas tecnologias” de autoria da CECIERJ.